Em meio ao meu caminho me deparo com um muro de vidro, ele é tão alto e tão longo que não posso ver seu fim, apesar de ter ideia onde ele começa. Em seu outro lado não há nada diferente deste mas ao atravessá-lo estou no País das Maravilhas.
Tudo é diferente aqui, posso ser criança novamente, brincar, voar, confiar e sorrir. Ao olhar para os lados vejo outras pessoas que também atravessaram e todas, apesar de suas diferentes origens, aparentemente tão envolvidas por essa situação quanto eu.
Passo tanto tempo nesta Terra desconhecida que perco noção do tempo, seriam horas, meses ou anos ali? Eu não saberia dizer, estava tudo perfeito, como meu coração dita que deveria ser.
Porém após várias vezes que estive em mim, senti que deveria decidir se preferiria continuar vivendo naquela doce ilusão ou se deveria voltar pro meu entediante mundo. Era uma escolha difícil, todas as almas humanas ali faziam-na e eu depois de refletir muito, sabendo que aquele lugar não era real, decido voltar.
Com um passo atrás de outro me retiro do lugar das maravilhas, olhando tudo aquilo que eu ainda poderia ter até sair completamente do outro lado do muro.
Contudo não se engane com meu sentimentalismo, eu sei dentro de mim que prefiro ouvir os ecos das risadas verdadeiras em minha memória do que as gargalhadas irreais do presente.

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